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think of things

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fatores de transferência.. o que é isso?

Falaram-me a umas semanas sobre fatores de transferência. Eu já tinha ouvido falar sobre isto mas nunca me dei ao trabalho de pesquisar sobre o seu significado, até à pouco tempo.

Pesquisei no Drº Google mas como não fiquei satisfeita, andei à procura de artigos científicos sobre este tema. E encontrei.  Um documento em espanhol, de 1998, com o nome: "Informe sobre el Factor de Transferência" de William Hennen, que revela que o fatores de transferência são pequenas moléculas imunológicas mensageiras que tem como objetivo enviar sinais de reconhecimento imunológico entre células, ajudando e educando essas mesmas células ingénuas sobre a existência de um perigo e como destruí-lo. Quando existe um perigo, esse mesmo perigo, num ambiente hostil, pode apoderar-se e destruir essas mesmas células ingénuas e com isso somos mais susceptíveis a doenças. Pode ser pequenas alergias como pode ser patologias mais agressivas, como o cancro.

E será que temos esses fatores de transferência no nosso corpo? Claro que sim.  Quando nascemos e quem já foi mãe sabe que as enfermeiras e os médicos, ou até mesmo as nossas mães e avós, estão sempre a falar sobre o aleitamento materno. O aleitamento materno é bom para a criação de vínculos díade entre mãe-filho. O primeiro leite materno, mais conhecido como colostro, de aparência amarelo brilhante, é essencial para os bebés e isto porque:  contém uma grande quantidade de leucócitos ( glóbulos brancos) que são células responsáveis por defender o organismo contra as infeções; inclui  um grande número de anticorpos mais conhecido por imunoglobulina A, Beta casaína 7, que exerce efeito no Sistema Nervoso Central, no seu desenvolvimento intelectual e emoções, e tem como efeito laxativo, permitindo à criança "limpar" os intestinos do mecónio (fezes escuras presente nos primeiros 3 dias de vida) e eliminação do excesso de bilirrubina e assim impedir o desenvolvimento de icterícia, que se encontra muito presente nas crianças nos primeiros dias de vida.  O colostro fornece proteção a áreas frágeis do corpo, onde a infeção pode passar sem qualquer obstáculo, como: mucosas da garganta, pulmões e trato gastrointestinal. Também contém pequena quantidade de água que é suficiente para o corpo do bebé.

Mas como é que se descobriu os fatores de transferência no nosso corpo? Em 1949, Drº Sherwood Lawrence vivia na Era da tuberculose e tentava descobrir algum componente do sangue de um individuo exposto à tuberculose que nunca tenha tido a patologia ou que tenha recuperado de modo a perceber que tipo de sensibilidade o individuo tinha à tuberculina.  Pensou em realizar transfusões de sanguíneas mas para isso resultar tinham que ser indivíduos com o mesmo grupo sanguíneo. Então pensou em separar as células imunológicas do sangue, linfócitos, e descobriu que esses mesmo linfócito tinham várias frações e tamanhos diferentes, sendo compostas por pequenas moléculas com capacidade de transferir a sensibilidade à tuberculina a um recetor inconsciente. A isto chamou-se fatores de transferência. Para ter a certeza do que tinha descoberto, começou a realizar transfusões sanguíneas a um pequeno grupo, transferindo sangue de um individuo saudável para um individuo infetado. Após alguns dias da transfusão, o individuo infetado começou a mostrar melhorias até ficar curado da infeção. 

Oimunidade-foto.jpg facto de o nosso sistema imunitário se tornar mais inteligente faz com que determinadas infeções/patologias/alergias não invadam o nosso corpo, porque o nosso sistema imunitário encontrar-se-à estável sem a presença de períodos de hiper ou hiposensibilidade.  Quando nos encontramos num momento de hipersensibilidade, o nosso corpo está mais susceptíveis a alergias, gripes, febres, etc., que na maioria das vezes se repetem e demorar a desaparecer. Quando o nosso sistema imunitário se encontra "hipo" então estamos susceptíveis a problemas de saúde mais complicados e com mais sequelas, patologias como infeções, SIDA, Hepatite, Cancro e entre outras.  Infelizmente, o Século 21 tornou-se o século do Cancro. Infelizmente temos conhecimento de um familiar nosso que teve, tem ou morreu de cancro. Estão a prometer a cura do cancro à muitos e muitos anos e até agora nada. Por isso não custa começarmos a cuidar do nosso sistema imunitário e do nosso bem-estar vital.

Em jeito de conclusão, tenho conhecimento da existência de investigadores que já começaram a investigar sobre osfatores de transferência e já existe produtos, sem a presença de químicos, que melhoram e tornam o nosso sistema imunitário mais inteligente e estável. Mas é essencial que se perceba que os produtos não são milagrosos. Temos que ter consciência dos nossos erros e pensar no nosso bem-estar.

 

 

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